Alegria da Gratidão

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Em outro post, destaquei as alegrias da conquista, da dádiva e do Espírito. Hoje quero falar da gratidão e do que acontece quando ela se encontra com a alegria. Educamos nossos filhos para serem agradecidos, para abandonarem o egoísmo e amadurecerem. Sim, gratidão é algo que se pode aprender. Bonhoeffer, um pastor que foi executado por conta de seus conceitos, disse que, em tempos de dificuldade e dependência, aprendemos a ser gratos. E isso não depende, necessariamente, da fé,  porque está em nossa configuração e pode ser desenvolvido. Não ser grato é uma distorção. A gratidão é um lado lindo do ser humano. 

Quando esse lado bom do homem encontra o Deus bondoso, quando acontece um encontro de Deus com o que recebemos dele, então ocorre uma “fusão nuclear”, surge a alegria da gratidão. No Evangelho de Lucas, lemos que o Senhor “exultou no Espírito” (Lucas 10.21). Essa expressão trata de algo além da alegria ou da gratidão naturais. O texto de Lucas, e cerca de uma dúzia de outros no Novo Testamento, relatam que essa alegria é incontida, é indizível. 

Em seguida, o Senhor destaca: “tudo recebi do Pai” e, ainda, “vejam como vocês são felizes pelo que receberam” (Lucas 10.22-24). Uma vez tomado pela Alegria, o Senhor disse “Graças te dou, Pai”. Observe que a gratidão gera alegria e, juntas, explodem em resposta. O “obrigado” que usamos em português quer dizer “eu estou obrigado a corresponder”. Ser grato e não responder é ofensivo, assim como oferecer sem estar grato é hipocrisia. 

Apocalipse usa a imagem da chegada da noiva ao altar para comunicar a ideia de uma explosão de alegria: “Então ouvi algo semelhante ao som de uma grande multidão, como o estrondo de muitas águas e fortes trovões, que bradava: “Aleluia! pois reina o Senhor, o nosso Deus, o Todo-poderoso. Regozijemo-nos! Vamos nos alegrar e dar-lhe glória! Pois chegou a hora do casamento do Cordeiro, e a sua noiva já se aprontou” (Apocalipse 19:6,7)

Como numa explosão, o encontro da alegria com a gratidão sempre produz e lança energia. O Carnaval, por exemplo, é conhecido como uma explosão de alegria, mas sem, necessariamente, um compromisso. Já a alegria da gratidão envolve um compromisso voluntário e altruísta. Quando o homem natural é restaurado, ele volta para agradecer, necessária e regularmente. Como homem perfeito, o Senhor Jesus entendia que deveria ir ao Templo semanalmente para agradecer ao Pai. Por isso, encontrar a Alegria de braços abertos e não corresponder é o pecado sem perdão. E quando esta alegria da gratidão é direcionada a Deus, temos a verdadeira adoração. O culto é uma resposta nossa a um Deus galardoador.

Juracy Bahia

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